Como vocês devem imaginar, estou em incontáveis grupos de maternidade/educação/professores e etc… e por mais louco que isso possa soar, o que mais vejo/leio são pessoas desesperadas pedindo ajuda por novas estratégias para lidar com suas crianças. Exemplos: “Já tentei de tudo e meus filhos não param de se bater” ou “Meu aluno começa a fazer a maior baderna quando é hora de ficar em silêncio” e também “Me ajudem antes que eu surte!” entre outras…

Sabe aquele momento que você chega a pensar que a criança está fazendo aquilo SÓ para te provocar? Vamos lá, para todos nós não ficarmos loucos (eu sei bem como, às vezes, discutir com uma criança pode enlouquecer o mais são indivíduo).

Vim aqui pra te contar uma coisa: você não está louca (o), provavelmente ela está mesmo fazendo aquilo de propósito.

Mas lembre, sempre gosto de tentar entender a natureza do problema. Por cansaço, falta de tempo, vida pessoal, trabalho…acabamos reparando cada vez menos nas nossas próprias ações.

Pense na sua relação com essa criança: Como ela está? Desgastada? Quais os únicos momentos que você fala com ela? Para dar uma bronca, desencorajar, dizer que o que ela está fazendo é errado? Você já está com a paciência esgotada então tudo que vem dela parece já te tirar do sério? Estou exagerando aqui, e a maioria desses comportamentos a gente faz sem nem perceber…

Pois é, talvez essa criança só esteja implorando pela sua atenção, e já que ela não consegue de algum jeito positivo (ou não o suficiente, algumas crianças demandam mais atenção mesmo) elas vão cavar da maneira negativa, claro, já que ela sabe que é batata: “vou fazer meu irmãozinho chorar, minha mãe vai vir correndo aqui” ou “vou sair correndo agora que é hora de entrar, alguém vai vir me buscar”. E não se engane, a criança pode ter atenção da família, do seu parceiro, dos irmãos, mas o que ela pode estar querendo é a SUA.

Mas e agora? O que eu faço?

Bom, se você observou e chegou a conclusão de que aquela criança realmente está tendo esse tipo de comportamento para chamar sua atenção comece a elogiar e aumentar suas qualidades positivas, mostre a ela que você percebe quando ela faz uma coisa positiva: “Olha, gostei que você colocou seu sapato sozinha hoje” “Que legal você ter ajudado seu irmão a achar o pente”. Chame ela para participar das atividades que você está fazendo, mostre a ela que ela é importante e pode, inclusive te ajudar nas tarefas: “Preciso que você me ajude a cortar esse papel porque sozinha está bem difícil” Envolva a criança: “A mamãe precisa varrer o chão, você poderia esperar 10 minutinhos? Exalte tudo o que for positivo, mostre que você vai dar atenção a ela quando a atitude for positiva, fique feliz com as pequenas conquistas da criança e demonstre, é muito mais legal receber elogios do que críticas, não é mesmo? Reconheça os sentimentos: “Nossa você devia estar muito irritado para morder o seu amigo, né? mas não demonstramos raiva assim…”

Se você notar que uma criança precisa de mais atenção do que outra, não tem problema, dê a ela o que ela precisa. Somos diferentes, o que quer dizer que tratando duas crianças exatamente da mesma maneira, elas podem não dar as mesmas respostas. O que funcionou para você, para o seu irmão, para outro aluno ou para o seu filho mais velho pode não funcionar para o próximo.

Ah, claro, mais importante de tudo: educação é trabalho, é processo. Não adianta fazer isso durante 1 dia e já esperar resultado. Ah se fosse fácil…

 

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