Ontem li uma entrevista com uma psicanalista que diz: “Estar sempre com os filhos não é o melhor para os filhos”. (clique aqui para ler na íntegra).

A gente sabe que a psicanálise vem como um soco na cara, mas depois de absorver o golpe, a dor passa e te faz refletir. Aí que está o segredo. O maior soco na cara, pra mim, foi ler: “Precisamos ter uma boa relação com as nossas escolhas.”

Por que será que é tão difícil viver com o nosso presente? Por que será que vivemos pensando no que poderíamos ter feito diferente, ou antecipando problemas que poderão surgir no futuro? Fazemos isso o tempo todo, mas quando surgem os filhos então… É uma culpa atrás da outra, começa no momento que descobre que está grávida e não acaba nunca mais.

E se eu perder o bebê porque fiz tal coisa?

E se eu não comer o que estou com vontade?

E se eu não conseguir amamentar?

E se eu colocar na escola muito cedo?

E se eu voltar a trabalhar muito cedo?

Precisamos começar a – tentar – (já que é um processo longo e trabalhoso) viver com as nossas escolhas, aceitá-las e não ficar as remoendo. Um exemplo: voltei a trabalhar porque acabou a licença maternidade. Outro exemplo: Decidi deixar meus filhos na escola integral. É a melhor alternativa? Não existe melhor alternativa, existe a sua. Repita isso como um mantra sempre que a culpa surgir. Não adianta ficar pensando em saídas que não são viáveis (por qualquer que seja o motivo), reflita, tome a (sua) melhor decisão e assuma: primeiro pra você, depois para o mundo.

Vamos tomar um banho de confiança e acreditar que só nós podemos, e devemos, fazer as nossas escolhas. Afinal, a vida é sua, o filho é seu. Quem poderia ser melhor do que você? Ninguém!

Mas e a sociedade? E minha família? Meu amor, a sociedade vai julgar QUALQUER escolha que você tomar, acredite. Não existe melhor escolha, existe a minha. As pessoas mal resolvidas (e as vezes as bem resolvidas também) sempre vão ter o que falar. Mas é aquela história, não podemos mudar a reação do outro, mas podemos mudar como reagimos com a reação do outro. Confuso? Um pouco.

O importante é fortalecer a sua relação consigo mesmo. Quanto mais certeza você tiver das suas escolhas, menos você se sofrerá. Difícil? Muito! Mas quem disse que viver é fácil?

 

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