Vejo muitas famílias se vangloriando de suas conquistas com seus filhos, e pior, compartilhando de forma grotesca em redes sociais com qual idade seus filhos desenvolveram determinada habilidade. E as comparações já começam antes do nascimento, desesperando e deprimindo mães e pais que não compartilham das mesmas experiências. Não entendeu? Vou te dar vários exemplos:

  • Minha gravidez foi tão tranquila, foi uma realização mágica me tornar mãe
  • Meus filhos não me deram trabalho nenhum, dormiam a noite inteira
  • Meu filho já sorria com 2 meses
  • Minha filha começou a andar com 9 meses
  • Meus netos já falavam mais de 50 palavras na idade dos seus
  • Minha enteada reconhece o nome dela com 3 anos
  • Meu sobrinho já escreve com 5 anos
  • Minha sobrinha lê livros de 400 páginas já…
  • Meu filho tirou 10 em matemática

O seu filho não faz nada disso? Hmm… 

Agora pense aqui comigo. Como você se sentiria sendo a pessoa do outro lado? Quão desesperados você acha que os pais ficam quando acham que seus filhos estão “atrasados” em algum quesito, se comparado aos filhos das amigas, vizinhas, familiares?

Se imagine na mesma situação: você precisa se mudar para o Japão (por qualquer motivo) e quando chega lá não entende nada, absolutamente nada do que te falam (natural, você nunca teve contato com essa língua) e aí alguém do além vem e te diz que na primeira semana já estava bem melhor que você, que no primeiro mês já identificava várias palavras e que no primeiro ano já tinha arranjado um emprego. Como será que isso é benéfico? Será que essa pessoa está querendo te ajudar mesmo?

Queridas pessoas que contam vantagem em cima de outras na melhor das intenções: o mundo está mudando, esse tipo de coisa não está mais sendo aceita, então por favor, PAREM de passar vergonha. Não é mérito ter um filho que andou com 9 meses, nem demérito um filho que começou a engatinhar com 1 ano.

Já não sabemos que cada criança tem seu tempo, sua personalidade, seus interesses e suas próprias características? Quem aqui já teve o segundo filho e percebeu o quanto foi diferente do primeiro? Pois é, imagina crianças de outras famílias!

A vida não é uma corrida, o que realmente importa é estarmos atentos para as necessidades dos NOSSOS filhos, não o filho dos OUTROS. Já falei isso aqui e repito, quem conhece melhor os filhos do que os próprios pais? Então que tal passar mais tempo descobrindo as características dos seus filhos ao invés de olhando pela janela do seu vizinho. Se seu filho mais novo não gosta de ler o mesmo livro que o irmão mais velho, do que será que ele gosta? Quais os assuntos que ele tem mais interesse? Carros? Então talvez um livro de astronomia pode não ser a melhor opção. O que é melhor para o outro não significa que seja melhor para você. O jeito que a sua vizinha ensinou sua filha a ler não é o jeito correto, foi bom para a filha dela, mas não é assim que você precisa fazer.

Esse texto é mais um desabafo aos pais que infelizmente ainda precisam ouvir a esses comentários: não se sintam ansiosos, nervosos, errados. Não carreguem a culpa dos seus filhos não serem iguais ao da sua prima, dêem graças a Deus que as crianças são diferentes. Se quiser ajudar, busque a resposta dentro da sua casa e não lá fora. Procure conhecer melhor os interesses dos seus filhos, só fazendo isso você já estará fazendo muito, pode acreditar!

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2 replies on “Parem de comparar experiências!

  1. Olá, Elisa! Fiquei muito contente em encontrar o seu blog!!! Aliás desde já parabenizo pelo conteúdo dele. Pretendo em 2018 cursar ECE ou na George Brown ou no Seneca. Eu já tinha feito uma aplicação an passado para este curso no Seneca e tinha sido aceita. Eles solicitaram que eu tomasse algumas vacinas e que o meu médico do Brasil preenchesse um formulário onde ele declarava que eu não tive a
    Fumas doenças. Vi o seu post sobre a carta de aceitação da George Brown e percebi que você teve que repetir alguns exames novamente em Toronto. Minha dúvida é: para uma pessoa que ainda está no Brasil e que queira fazer o curso de ECE em Toronto o que você recomenda que ela já faça aqui que possa ser exigido para ser aceito ou mesmo para trabalhar aí nas escolas (quais vacinas, curso de primeiros-socorros, algum exame específico, etc)?

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    1. Oi Natalia!! Muito obrigada!!
      Honestamente, se eu fosse você, deixaria pra fazer tudo aqui. Curso de CPR (específico pra trabalhar com bebês) e tb test (teste pra saber se tem tuberculose) e as outras vacinas eu deixaria pra ver o que eles querem que você tome e aí sim você toma.
      Eu tive que repetir de rubéola e hepatite b (pq segundo os meus exames de sangue eu não estava imune). Então, pra não ficar tomando vacina a mais, eu deixaria pra ver tudo aqui. Você decidiu fazer na Seneca ou George Brown?

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