Play Based Curriculum traduzindo para português ficaria: aprendizado através do brincar. Aqui o forte das escolas de Educação Infantil é promover essa pedagogia. No Brasil, eu diria que nós chamaríamos de pedagogia construtivista/humanista, mas ainda é diferente, sabe como? Vou explicar.

Aqui as escolas são divididas por centros (de artes, de blocos, de faz de conta, de livros, de matemática…). As crianças podem transitar por todos esses centros o dia todo (claro que sempre depois de brincar ela tem de arrumar do jeito que estava antes dela começar), mas a questão é: o papel da professora é arrumar esses centros semanalmente com brincadeiras diferentes e que façam parte do que aquelas crianças estejam vivendo naquele momento, para se tornar significativo para elas. Ficou confuso? Por exemplo: cada professora tem um caderninho de anotações. Durante a semana ela anota coisas que as crianças se interessaram e também habilidades físicas, cognitivas, emocionais e sociais que as crianças estão demonstrando.

Peguei uma anotação minha aqui: “E.M. quando estávamos  no parque caiu 3 vezes fazendo uma curva correndo. E.M. demonstra bastante dificuldade em manter seu equilíbrio.” Fiz uma observação de uma habilidade física, correto? Equilíbrio. Daí eu penso, como eu posso ajudar essa criança a desenvolver o equilíbrio em uma atividade Play Based? Fácil! Vou colocar bambolês no parque no dia seguinte e incentivar as crianças a pular de um em um primeiro usando os dois pés e, em seguida usando um pé só. Pronto! Desenvolvi uma brincadeira que tem um propósito e que será significativa para as crianças, pois o E.M está vivendo isso.

Duas informações importantes: as observações só podem ser utilizadas com 1 semana de diferença entre a brincadeira proposta, senão já não faz mais sentido para a criança, e não é isso que queremos, não é mesmo? Segunda coisa, é assim que os planejamentos se dão, eu mostrei uma anotação de habilidade física, mas poderia ser cognitiva, social, emocional. A professora precisa mudar os centros com atividades que façam sentido de alguma formas para aquelas crianças, semanalmente. Outro exemplo: a professora observou que uma criança está demonstrando dificuldade com resolução de problemas, a reação da criança é usar o seu corpo e não suas palavras para resolver situações que a incomoda. Como eu trago para o centro de faz de conta uma atividade que desenvolva a resolução de um conflito? Fácil! Vou trazer 3 panelinhas de comida com comidas diferentes e incentivá-los a cozinhar algo. Mas são 5 alunos, como será que eles vão resolver? Será que eles vão decidir que cada um tem um tempo para brincar? Será que eles vão decidir brincar juntos? Não sei, tudo isso será mais uma observação para a próxima semana e assim por diante…

Ser significativo e partir das crianças são os dois conceitos mais importantes do Play Based Learning. Aqui se acredita que as crianças aprendem brincando e que suas brincadeiras são extremamente poderosas para entender as habilidades que ainda precisam ser desenvolvidas. Ah, um detalhe, dei exemplos de brincadeiras para crianças de 3 anos (que no caso são os meus alunos) mas existem soluções para bebês, toddlers, e kindergartens também, a professora precisa conhecer o que é pode esperar de cada idade.

Quem quiser aprofundar mais ainda a discussão pode entrar no site do governo de Ontario e dar uma lida. É só clicar aqui.

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