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Logo que me mudei para o Canadá me interessei em voluntariar em escola, no começo pois era a única coisa que conseguia fazer, e depois porque sabia que ia colher os frutos em algum momento. Por ironia do destino tem uma escola de crianças com necessidades especiais na esquina da minha casa, assim 400m de distância. Como quem não quer nada, bati na porta e fui logo perguntando se estavam precisando de voluntária.

Nunca tinha trabalhado com crianças especiais, tive uma vez um aluno com suspeita de estar no espectro, mas meu conhecimento prático era extremamente limitado. Claro que muito apreensiva, com muitas dúvidas e uma sensação de meu Deus onde eu estou me metendo?! Entrei na escola e já fui super bem recebida pela orientadora, me chamou para uma conversa. Quando ela descobriu que eu era brasileira, se surpreendeu e disse: “Nossa, que demais! Adoramos diversidade, quando você pode começar?” Magina que coisa louca, não tinha pensado dessa forma, mas eu também era uma pessoa diferente, eu era uma imigrante, sozinha, com medo, e o que eu estava buscando era exatamente o mesmo que aquelas crianças, pertencimento, atenção e acolhimento.

A partir desse momento, corri com os meus documentos (que eram muitos – todas as vacinas em dia, exames de sangue, raio x, atestado de antecedentes criminais) pra começar logo naquele lugar. Tive uma pequena orientação sobre as doenças mais sérias das crianças que estudavam naquela escola, e também como carregar as crianças no colo corretamente ou o que esperar de determinadas doenças.

Cada voluntária era responsável por uma criança, eles precisavam de muita gente. É uma escola infantil regular e só aceita crianças especiais. A escola “preparava” as crianças para inserção no mundo novo e amedrontador do primeiro ano do kindergarten. Literalmente inserida na educação de crianças especiais, eles funcionam exatamente igual qualquer outra escola que eu trabalhei, com a diferença que as atividades eram focadas em cada necessidade de cada crianças. Isso mesmo, cada criança tem uma ficha de desenvolvimento e a cada meta que ela completa (andar sem tropeçar, expressar seus desejos através da fala ou de linguagem de sinais, entre outros) ela vai passando de ano, estando assim, apta a cursar uma escola com outras crianças, com ou sem as mesmas necessidades dela.

Parece tão simples, e é mesmo. Sabe o mais legal? Essa é uma escola de bairro, pública e os voluntários que trabalham lá fazem parte da comunidade. Ou seja, igual a essa escola tem mais centenas de outras. E sabe o que eles ganham? Todo o amor que essas crianças podem dar, e tem recompensa melhor?

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